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Valiosas contribuições para a expectativa de vida da população mundial
Entre os cinco maiores grupos farmacêuticos do mundo, a AstraZeneca nasceu a partir da fusão da empresa sueca Astra AB, fundada em 1913, com o Zeneca Group PLC, do Reino Unido, cujas origens remontam a1938. Ambas as companhias tinham culturas baseadas na ciência e uma visão semelhante para o futuro, alicerces para uma união bem-sucedida. A fusão foi anunciada em dezembro de 1998 e consolidada em junho de 1999.
Fruto de quase um século de empenho incansável na descoberta e desenvolvimento de medicamentos, a AstraZeneca percorreu, desde suas origens, momentos históricos para a medicina. Na primeira metade do século XX, surgiram medicamentos que representaram uma verdadeira revolução para a humanidade, capazes de salvar a vida de milhões de pessoas. Doenças como a tuberculose, a malária, a pneumonia e a difteria, hoje controláveis, naquela época, eram devastadoras.
Prolongar a expectativa de vida das pessoas foi a maior conquista de toda a indústria farmacêutica no século passado. As precursoras da AstraZeneca apareceram justamente nesse período, trazendo contribuições valiosas para a saúde da população mundial. Elas lançaram medicamentos responsáveis por mudar a concepção de que certas moléstias representavam uma sentença de morte.
Década de 30
Dois ganhadores do Prêmio Nobel, Theodor Sveldberg e Hugo Theorell, foram contratados como consultores da Astra. A empresa também abriu suas primeiras subsidiárias, na Finlândia e Letônia. Foi nesta década que a Imperial Chemical Industries (ICI) criou uma área farmacêutica incumbida de realizar pesquisas para a descoberta de novos medicamentos. Nesse momento, se formava o embrião da Zeneca.
Década de 40
A ICI foi escolhida para fabricar e ministrar, pela primeira vez na Inglaterra, a droga do século: a Penicilina, descoberta por Alexander Fleming. Além disso, a empresa lançou Proguanil, um medicamento de baixa toxicidade contra a malária que entrou para a história. Proguanil e a Penicilina se tornariam os produtos que mais salvariam vidas na história do século passado. Foi durante essa década que a sueca Astra colocou no mercado a Lidocaína, o primeiro anestésico de uso tópico e de curta duração. Pioneiro, o produto veio a se tornar o mais utilizado em todo o mundo.
Década de 50
O excepcional desempenho da Lidocaína impulsionou o crescimento da Astra, cujas subsidiárias se multiplicaram – Reino Unido, Itália, Canadá, Alemanha, Colômbia, México e Austrália. A Zeneca lança Clorexidina, o primeiro anti-séptico cutâneo persistente, e Halotano, o mais potente anestésico por inalação.
Década de 60
O primeiro betabloqueador bem-sucedido, Propanolol, foi lançado pela Zeneca para o tratamento de hipertensão arterial, angina e arritmia, inaugurando a atuação da companhia no segmento cardiovascular. Já a Astra colocou no mercado Prilocaína, um novo anestésico local.
Década de 70
A Astra introduz no mercado Terbutalina, medicamento pioneiro para o tratamento da asma, além do betabloqueador Metoprolol e um anestésico de longa duração, a Bupivacaína. A Zeneca lança Tamoxifeno, terapia hormonal inovadora e que se tornou padrão mundial no tratamento do câncer de mama. A empresa também passa a comercializar o betabloqueador Atenolol.
Década de 80
Tanto a Astra quanto a Zeneca lançam novidades de grande impacto para a saúde, como Gosserrelina, terapia de bloqueio hormonal para câncer de próstata, endometriose e mioma, e Omeprazol, produto pioneiro que estabeleceu um novo padrão no tratamento de doenças gastrointestinais, como refluxo gastroesofágico, gastrite e úlcera.
Na área cardiovascular, surgem Lisinopril, inibidor da Enzima Conversora de Angiotensina (ECA), consagrado para o tratamento da hipertensão arterial, e Felodipina, voltado para a hipertensão em idosos. Na linha respiratória, é lançada a Budesonida, seguida de dois anestésicos: EMLA, de uso tópico, e Propofol, líder mundial de uso intravenoso.
Década de 90
Novos frutos do enorme investimento da Astra e da Zeneca em pesquisa chegam ao mercado, entre os quais Anastrozol, a mais moderna terapia hormonal para o câncer de mama e que atualmente goza de grande prestígio entre a comunidade médica internacional para mulheres na pós-menopausa. Vieram também Bicalutamida, para câncer de próstata avançado, e Raltitrexato, para câncer colorretal avançado.
No segmento cardiovascular, a grande novidade foi Candesartana, pertencente a uma nova classe de anti-hipertensivos, os Bloqueadores do Receptor da Angiotensina (BRA). Marcando a entrada da empresa na área de neurociência, foram lançados Quetiapina, para esquizofrenia, e Zolmitriptano, para enxaqueca.
O segmento respiratório foi reforçado com a Budesonida entrando em novo campo terapêutico, na forma de corticóide nasal tópico para tratamento da rinite alérgica, hoje líder de mercado. Indicado para asma, lançou-se Zafirlucast, antagonista de leucotrienos. O mercado também ganhou Ropivacaína, anestésico local de longa duração, e Meropenem, antibiótico hospitalar.
Em 1999, a união de forças e talentos no campo das descobertas e inovações das duas empresas deu origem à AstraZeneca.
Século XXI
Nesta década, a AstraZeneca trouxe ao mercado grandes inovações em diversas áreas terapêuticas. Esomeprazol, indicado para tratamento de refluxo, gastrite e úlcera, foi um avanço importante após Omeprazol, um sucesso lançado na década de 80. Esomeprazol é hoje um dos dez medicamentos mais vendidos do mundo, ao lado da Quetiapina, que passou a ser indicada também para transtorno bipolar, além da esquizofrenia.
Uma revolução no mercado de estatinas surgiu com o lançamento da Rosuvastatina, proporcionando taxas de redução do mau colesterol sem precedentes. No segmento respiratório, as novidades foram a união do broncodilatador Formoterol ao corticóide Budesonida, e Bambuterol, para o tratamento da asma. Em oncologia, veio Fulvestranto, tratamento hormonal para câncer de mama avançado.
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