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Em uma inscrição no código de Hammurabi de 2000 A.C se percebia a preocupação com os efeitos colaterais dos medicamentos. Esta inscrição dizia que o médico que causasse a morte de um paciente, teria suas mãos amputadas. Um dos princípios de Hipócrates é "antes de mais nada, não prejudicar".
O primeiro medicamento retirado do mercado devido às reações que causava foi o antimônio, no século XVII, e a primeira descrição de um efeito colateral foi feita em 1785, descrevendo as reações da digitalis.
Contudo, o caso mais conhecido de reação adversa foi o da talidomida em 1961, quando cerca de dez mil crianças nasceram com focomielia, uma malformação nos braços e pernas. O remédio foi usado para tratar o enjôo em mulheres grávidas. Nos estudos iniciais com o produto, as reações eram muito pequenas, e levou algum tempo até que fosse estabelecida uma relação entre o medicamento e a malformação.
Em 1962, o produto teve seu uso bastante restringido, e gerou uma série de ações de controle que mobilizam vários países. Em 1970, a Organização Mundial de Saúde criou, na Suíça, o Centro Internacional de Monitorização de Medicamento, hoje com sede em Upsala, na Suécia.
Sabemos que os estudos clínicos com os medicamentos são muito mais rigorosos hoje em dia nos aspectos de controle de reações adversas, e a cada dia a monitorização dos medicamentos, depois de colocados no mercado, tem sido melhorada.
Fabricantes de medicamentos e órgãos governamentais no Brasil também estão se movimentando para criar um sistema eficiente de monitorização que envolva toda a classe médica, hospitais e consumidores.
Nossa parte é aumentar nosso conhecimento sobre o assunto e comunicar ao médico sempre sentirmos algo diferente com um medicamento que usarmos.
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