Reduzir em 98% as emissões absolutas de gases de efeito estufa (GEE) dos Escopos 1 e 2 até 2026, com base em 2015.
A ciência é clara: as mudanças climáticas estão aumentando as
doenças em todo o mundo. As populações mais vulneráveis são as
mais impactadas e as desigualdades em saúde estão sendo agravadas
como resultado da crise climática. Isso adiciona pressão aos
sistemas de saúde, que já estão sobrecarregados devido ao aumento
das doenças crônicas e ao envelhecimento populacional.¹
Reconhecendo o impacto do clima na saúde e o impacto da saúde no
clima, fazemos a nossa parte para apoiar os sistemas de saúde a
se tornarem mais sustentáveis, equitativos e resilientes.
Estamos tomando medidas para alcançar nossas metas da
Ambição Carbono Zero a fim de
descarbonizar nossos negócios e cadeia de suprimentos.
Fomos uma das primeiras empresas no mundo a ter uma estratégia para
o net zero verificado pelo
Science-Based Targets Initiative Net Zero Corporate Standard.
Estamos seguindo uma hierarquia para eliminar, reduzir e substituir
emissões em todos os Escopos 1, 2 e 3 e buscamos equilibrar nossa
pegada residual por meio de projetos de alta qualidade baseados na
natureza.
A interconexão entre
clima e saúde
Ao mesmo tempo, o setor de saúde é responsável por
aproximadamente 5% das emissões globais de gases de efeito estufa
(GEE), sendo que a maior parte das emissões vem da cadeia de
suprimentos e da prestação de serviços de saúde.²
Estamos reduzindo nosso consumo de energia e já alcançamos uma
redução absoluta de 20% no consumo total de energia em nossos
sites em relação à linha de base de 2015.
Também dobramos nossa produtividade energética (receita gerada
por unidade de energia utilizada em nossos sites) desde 2015.
Além disso, estamos investindo em novas fontes de energia
renovável para acelerar a descarbonização do setor de saúde e
alcançar o net zero baseado na ciência até 2045.
Estamos realizando a transição da nossa frota de veículos
próprios e alugados para soluções mais sustentáveis,
priorizando o uso de etanol, uma fonte de energia renovável e de
menor impacto ambiental amplamente disponível no Brasil.
Ao reduzir as emissões da nossa frota, estamos beneficiando a
saúde das pessoas e do planeta. Também buscamos complementar
essas iniciativas com energia renovável, equilibrando o consumo
da frota com certificados de eletricidade limpa.
Os gases F liberados durante o processo de produção dos atuais
inaladores dosimetrados pressurizados (pMDI) representaram 80%
das nossas emissões globais de gases F do Escopo 1 em 2024,
tornando-os uma prioridade para mitigação.
Reduzimos significativamente as emissões de gases F, por
exemplo, purgando cartuchos vazios a vácuo em vez de utilizar
propelente. Também estamos usando tecnologia criogênica para
liquefazer as emissões de gases F, permitindo seu armazenamento
e remoção para incineração ou reciclagem.
Descarbonizando nossas operações e frota (Escopos 1 e 2)
Produtividade energética e fontes renováveis
Frota sustentável
Redução de gases F
Mais de 95% de nossas emissões totais são de Escopo 3 provenientes de
toda a cadeia de suprimentos.
Um elemento importante da nossa estratégia Ambição Carbono Zero
global é reduzir 20% da nossa pegada de Escopo 3 por meio da
transição dos nossos inaladores dosimetrados pressurizados (pMDIs)
para um propelente médico de última geração, o HFO-1234ze(E), que
possui potencial de aquecimento global (GWP) quase nulo.
Os pMDIs fornecem medicamentos essenciais para milhões de pessoas
que vivem com doenças respiratórias em todo o mundo, incluindo
populações vulneráveis, como crianças e idosos. Nossa transição
para um propelente com GWP próximo de zero é fundamental para
garantir a continuidade do cuidado ao paciente e o acesso aos
medicamentos pMDI essenciais ao mesmo tempo em que reduzimos o
impacto no planeta.³,⁴
Descarbonizando nossa cadeia de suprimentos
A natureza é essencial para a saúde das pessoas e do planeta: ela
nos fornece ar puro, água, alimentos, um clima estável e recursos
para a produção de medicamentos. No entanto, a perda da natureza e
da biodiversidade está colocando em risco a saúde humana e
planetária. É necessário um investimento urgente para proteger e
restaurar os ecossistemas e os recursos naturais dos quais
comunidades, economias e toda a sociedade dependem.
Reconhecemos que nossa capacidade de descobrir, desenvolver e
fabricar medicamentos que mudam vidas depende da natureza — e também
a impacta. Portanto, temos a responsabilidade de acelerar os esforços
para proteger e restaurar a natureza em toda a nossa cadeia de
suprimentos.
No Brasil, investimos mais de R$ 350 milhões no projeto “ARR
Corredores de Vida”. Em parceria com o Instituto de Pesquisas
Ecológicas (IPÊ), a ação prevê o plantio de 12 milhões de árvores
em uma área de 6 mil hectares, no Pontal do Paranapanema, no
extremo oeste do Estado de São Paulo. A área é equivalente a 6 mil
campos de futebol.
Por meio da restauração da vegetação nativa da Mata Atlântica, o
projeto visa criar corredores ecológicos, promover a conectividade
entre os fragmentos florestais remanescentes e preservar a
biodiversidade e espécies ameaçadas. Além disso, a iniciativa gera
400 empregos diretos e indiretos na região.
Nossa iniciativa de reflorestamento e biodiversidade
Proteger e restaurar a natureza para um futuro mais saudável
ARR Corredores de vida
Referências
BR-48353 | .Março/2026